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SE APRENDER UM IDIOMA

Dominar outro idioma é uma necessidade profissional

(...) A maior concentração de alunos nessas escolas se encontram, em primeiro lugar, na faixa entre 20 e 35 anos, ou seja, nota-se a preocupação tanto da pessoa que já atua no mercado, quanto daquela que está se preparando para enfrentá-lo. Mas a maior procura ainda é por parte de profissionais de média/alta gerência em diante, que já tenham nível universitário. "Muitas vezes esse profissional viveu em outro país, tem curso de pós-graduação e fluência em pelo menos dois idiomas. É o típico executivo que está cansado de perder seu tempo com grupos heterogêneos e com muitos participantes", diz Claudio Inserra, diretor da Next Language Center. Geralmente esses executivos atuam em áreas que se relacionam com países estrangeiros. As escolas, de olho nesse filão, oferecem cursos de todos os tipos, que podem ser realizados individualmente, em duplas, em turmas – que vão de cinco a dez participantes, no máximo – ou ainda in company ou na casa do aluno. Vale tudo para atender às necessidades específicas de cada profissional ou empresa que procura uma escola de idiomas com o intuito de preparar seus colaboradores para a competição do mercado. A maioria das escolas enfatiza a conversação nos cursos dirigidos a executivos. (...) Já Inserra, da Next, conta que o curso business é o mais procurado, seguido pelo de nível básico. A escola coloca à disposição do aluno gramáticas, vídeos, fitas e biblioteca. (...) http://www.gestaoerh.com.br/visitante/artigos/educ_001.php

O mercado prefere quem sabe inglês

O mercado prefere quem sabe inglês. Temos dito com freqüência, com base em pesquisas realizadas em momentos diferentes, que a fluência na língua inglesa apresenta forte influência na remuneração dos executivos. Os novos dados obtidos a partir da análise comparativa de quatro edições da Pesquisa Salarial do Grupo Catho, interpretadas pelo matemático Renato Scher, corroboram essa informação. Dos 19.620 respondentes, 37,6% afirmaram falar fluentemente (ainda que com alguns erros) o inglês. Para determinar o que representa, em termos de remuneração, foram cruzadas as informações referentes aos cargos de presidentes e diretores – o resultado é de que executivos na posição de presidentes que falam fluentemente o inglês ganham até 44,5% a mais do que os que falam com alguns erros, e diretores com fluência 32,2% a mais do que os que não têm fluência. Infere-se daí que errar, em inglês, pode significar perto de 20% a menos na remuneração. Identificou-se também que a porcentagem de executivos fluentes na língua inglesa decresce à medida que cai o escalão: Cargo Fluência na língua inglesa Presidentes 43 % Diretores 33 % Gerentes 27,5 % Supervisores 11,8 % Do total de respondentes, o nível de fluência é baixo.-A CONTRATAÇÃO, A DEMISSÃO E A CARREIRA DOS EXECUTIVOS BRASILEIROS - Edição 2002- Resultados de uma Pesquisa de Dezembro de 2001 com 9.174 respodentes-Grupo Catho Online;

Falando a língua do mercado

Vejam só, outro dia, numa sala lotada, cheia de gente para uma entrevista de emprego, foi feito o pedido: “Quem fala outro idioma, que não seja inglês, levante a mão, por favor”. Poucos levantaram. O inglês era fator comum ali, como em geral tem sido no mercado profissional. A diferença estava na outra língua. São os famosos tempos modernos, caracterizados pelas empresas multinacionais e pela interatividade entre países. Quem não se adapta fica de fora da festa. E para aproveitar todas as chances, a dica é aprender novos e “incomuns” idiomas. A importância de conhecer outras línguas é tanta que, em certos casos, a fluência em outro idioma pode ter tanto peso no currículo quanto uma pós-graduação. É exatamente o que pensa Christina Parra, gerente de consultoria da Manager Assessoria em Recursos Humanos. Segundo ela, a primeira coisa exigida de um candidato a emprego é o idioma. Por isso, dependendo da profissão escolhida ou das tendências do mercado, antes de fazer uma pós-graduação, vale investir num curso de espanhol, alemão ou de francês, visando vagas em multinacionais. “Uma pessoa que fale uma língua diferente tem muito mais chances no mercado competitivo. Aliás, quando se está fazendo uma triagem de currículo, quem não fala idiomas já fica de fora ali mesmo”, explica. A competição é cruel e força a hiperqualificação. O mercado anda exigente: não basta falar inglês bem, tem de ser fluente e, se vier acompanhado do espanhol, melhor ainda. Christina Parra admite que a língua hispânica tem sido o principal critério de desempate na hora de escolher quem contratar. ”O espanhol já faz parte de uma rotina profissional, está sendo cada vez mais exigido e já é quase obrigatório”, garante ela, lembrando que o boom do espanhol começou junto com a criação do Mercosul e sobreviveu até mesmo à crise da Argentina. Um reflexo disso é a multiplicação dos cursos de espanhol, cada vez mais procurados. (...). Christina Parra também vê grandes oportunidades para quem aprender estes idiomas. É a lei da oferta e procura. Se o produto é escasso, a venda é valorizada. A dificuldade é perceber a tendência do mercado e descobrir qual idioma será a bola da vez.(...). Mas é bom lembrar que as oportunidades não são restritas a pessoas que têm facilidade para línguas. O bom profissional tem que antes de tudo ser bom naquilo que faz. Ana Maria de Marchi conta Ana Maria de Marchi, gerente de desenvolvimento organizacional da DPaschoal, faz questão de dizer que o idioma é somente um item no currículo, faz parte da seleção, mas não é tudo. “Nós tivemos uma experiência de contratar um profissional que não era fluente inglês para um cargo em que o inglês era importante. Ele tinha outros atributos que nos interessaram muito. Contratamos e o colocamos para fazer um curso da língua”, ressalta a gerente, comentando que a empresa também deve investir no aperfeiçoamento e no aprendizado de idiomas dos funcionários. No entanto, este caso é uma exceção. A melhor coisa a fazer é olhar para frente e pensar que idioma pode trazer, além de cultura geral e conhecimento, mais oportunidades. A escolha dessa língua é quase uma aposta. Fique de olho nos jornais sempre que um grande país apontar com investimentos por aqui. Pense que, conhecendo o seu idioma, parte deste dinheiro pode vir a ser seu.- por Denys Presman.conta Ana Maria de Marchi, gerente de desenvolvimento organizacional da DPaschoal.